sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Onde esta, felicidade?

Eu sempre tentei buscar na experiencia algo que me trouxesse a felicidade. Na experiencia mundanda, diga-se de passagem. Gostava de longas caminhadas, onde de repente sentia que em um acaso descobriria algo que me valesse a vida, algo extraordinario. Nunca recusava um convite a alguma festa, sabia que hora ou outra me depararia com aquilo que me trousesse a inimaginavel satisfação da vida. Tive muitas horas de gozo e de alegria, mas as de desespero e angustia ainda eram maiores... Saia muito, meu quarto para mim era uma prisão. Também corria e ia a academia, lá dispensava muita energia que sentia presa dentro de mim. Minha vida se resumia a longas horas de diversão, e era por fim incompleta.
Amei muitos homens, tanto carnalmente quanto espirutalmente. Mas não era dessas mulheres desesperadas, não me curvei a nenhum deles, nunca fui escrava ou ciumenta. E por que sou muito orgulhosa nunca corri atras de nenhum amor, eles me vinham, quando resolviam iam embora, e assim vivi até meus 25 anos.
Mas um desespero tão grande não acometeu minha alma até o dia em que conheci um homem que sua diversão era me humilhar. E quanto mais ele me humilhava, um estranho ódio crescia dentro de mim. Foi uma época terrivel, pois tomando esse ódio por uma paixão torrida, não conseguia me desvinciliar dele, e nem ele de mim.
Depois de sofrer muito com ele, nos separamos. E eu voltei a antiga rotina de busca da felicidade no mundo, pelas ruas, nas festas, nas amizades, no vinho, nos namoros....
Ontem a chuva lavou minha alma. A tempestade, o barulho, a escuridão da noite... Soube que tudo seria diferente. Mudanças nas minhas raizes... Iria para algum novo lugar? Encontraria alguém especial? Não. Mas tudo dentro se tranformou e quando o lado de dentro é transformado o mundo se curva.
Descobri que o desejo só é satisfeito por quem o nutri, por quem o tem. E eu me senti responsavel. Até ai nunca tinha me sentido tão coberta de responsabilidade. Foi dai que resolvi começar a escrever.

Para que somos feitos?

Para nos amarmos. E compartilharmos nosso amor... Essa é a verdadeira compaixão. Não se pode esperar amor do próximo, mas sim de nós mesmo. E quando cultivamos esse amor por nós, ai sim devemos compartilhar com os outros. Antes de tudo devemos ter fé, confiança em nós mesmos. E deve nascer de dentro de cada um o desejo pela vida. O desejo ardente e cruel de viver a vida. Ardente por que nos consome, e cruel por que é necessário uma árdua busca pela felicidade.
Devemos doar ao próximo nossa vontade de viver, devemos amar ao próximo, e nossa satisfação deve ser antes de tudo independente. Façamos nosso destino. Somos responsáveis por cada minúscula coisa que acontece em nossas vidas.