Eu sempre tentei buscar na experiencia algo que me trouxesse a felicidade. Na experiencia mundanda, diga-se de passagem. Gostava de longas caminhadas, onde de repente sentia que em um acaso descobriria algo que me valesse a vida, algo extraordinario. Nunca recusava um convite a alguma festa, sabia que hora ou outra me depararia com aquilo que me trousesse a inimaginavel satisfação da vida. Tive muitas horas de gozo e de alegria, mas as de desespero e angustia ainda eram maiores... Saia muito, meu quarto para mim era uma prisão. Também corria e ia a academia, lá dispensava muita energia que sentia presa dentro de mim. Minha vida se resumia a longas horas de diversão, e era por fim incompleta.
Amei muitos homens, tanto carnalmente quanto espirutalmente. Mas não era dessas mulheres desesperadas, não me curvei a nenhum deles, nunca fui escrava ou ciumenta. E por que sou muito orgulhosa nunca corri atras de nenhum amor, eles me vinham, quando resolviam iam embora, e assim vivi até meus 25 anos.
Mas um desespero tão grande não acometeu minha alma até o dia em que conheci um homem que sua diversão era me humilhar. E quanto mais ele me humilhava, um estranho ódio crescia dentro de mim. Foi uma época terrivel, pois tomando esse ódio por uma paixão torrida, não conseguia me desvinciliar dele, e nem ele de mim.
Depois de sofrer muito com ele, nos separamos. E eu voltei a antiga rotina de busca da felicidade no mundo, pelas ruas, nas festas, nas amizades, no vinho, nos namoros....
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Ontem a chuva lavou minha alma. A tempestade, o barulho, a escuridão da noite... Soube que tudo seria diferente. Mudanças nas minhas raizes... Iria para algum novo lugar? Encontraria alguém especial? Não. Mas tudo dentro se tranformou e quando o lado de dentro é transformado o mundo se curva.
Descobri que o desejo só é satisfeito por quem o nutri, por quem o tem. E eu me senti responsavel. Até ai nunca tinha me sentido tão coberta de responsabilidade. Foi dai que resolvi começar a escrever.
Descobri que o desejo só é satisfeito por quem o nutri, por quem o tem. E eu me senti responsavel. Até ai nunca tinha me sentido tão coberta de responsabilidade. Foi dai que resolvi começar a escrever.
Para que somos feitos?
Para nos amarmos. E compartilharmos nosso amor... Essa é a verdadeira compaixão. Não se pode esperar amor do próximo, mas sim de nós mesmo. E quando cultivamos esse amor por nós, ai sim devemos compartilhar com os outros. Antes de tudo devemos ter fé, confiança em nós mesmos. E deve nascer de dentro de cada um o desejo pela vida. O desejo ardente e cruel de viver a vida. Ardente por que nos consome, e cruel por que é necessário uma árdua busca pela felicidade.
Devemos doar ao próximo nossa vontade de viver, devemos amar ao próximo, e nossa satisfação deve ser antes de tudo independente. Façamos nosso destino. Somos responsáveis por cada minúscula coisa que acontece em nossas vidas.
Devemos doar ao próximo nossa vontade de viver, devemos amar ao próximo, e nossa satisfação deve ser antes de tudo independente. Façamos nosso destino. Somos responsáveis por cada minúscula coisa que acontece em nossas vidas.
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